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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Teste fácil registra 21 casos de HIV positivo no Carnaval

Testes são realizados pelo projeto 'Fique Sabendo'.

O projeto 'Fique Sabendo' já registrou 21 casos de HIV positivo no Carnaval de Salvador. O serviço gratuito de teste fácil foi utilizado por 825 pessoas, que se submeteram a 3,3 mil testes, detectando 98 reagentes para sífilis, oito para hepatite B e três para hepatite C. A novidade é que os homens lideram a procuram por exames neste ano. Dos 825 usuários, 525 foram do sexo masculino, quase o dobro do número de mulheres. Os reagentes para sífilis já iniciam o tratamento no circuito. No entanto, os usuários com sorologia positiva para outras DSTs são encaminhados para outras unidades de referência na capital baiana para tratamento gratuito integral. Os serviços são oferecidos ao público nas unidades no Multicentro Carlos Gomes, no Circuito Osmar, das 10h às 21h, e num módulo montado na Rua Dias D'Vila, próximo ao Farol da Barra, no circuito Dodô, das 10h às 22h.A

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Farmácias Populares próprias podem acabar


O programa símbolo do governo do PT na área de saúde, o Farmácia Popular, deve ser alterado. O governo estuda extinguir as unidades próprias, mantidas com recursos do Ministério da Saúde em parceria com Estados e municípios para manter apenas a rede de farmácias particulares credenciadas. Para justificar a mudança, o governo alega que o modelo de unidades próprias é dispendioso e pouco eficaz. Desde o lançamento do programa, em 2004, esse formato nunca decolou da forma esperada.

O número de unidades para dispensação de medicamentos é reduzido e os custos, considerados altos. Atualmente, são mantidas 423 unidades próprias de farmácias, distribuídas em 24 municípios. Para manter o sistema, foi desembolsado no ano passado R$ 90 milhões. Boa parte dos recursos, no entanto, foi drenada com a manutenção do sistema. Apenas R$ 12 milhões envolveram efetivamente a compra de remédios, realizada e coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz. 

Em alguns Estados, o modelo já foi colocado em desuso. Na Bahia, por exemplo, o Farmácia Popular funciona apenas com as unidades de farmácias particulares, credenciadas no programa. Somente este ano, mais cinco unidades foram fechadas, a pedido dos municípios. A discussão para o fim das unidades próprias começou a ser feita há alguns meses. A decisão, no entanto, ainda não foi tomada porque não há ainda o aval dos secretários municipais de saúde. A dúvida está sobre o que será feito com a demanda atualmente existente. Parte dos secretários municipais defende a migração pura e simples para as farmácias credenciadas - algo que jáé feito informalmente nas cidades que aos poucos fecham suas unidades próprias. O problema, no entanto, está no alcance do atendimento.

Nas unidades próprias, pacientes pagam o equivalente a 10% do valor do medicamento. A cesta de produtos contém 112 medicamentos para tratar hipertensão, diabetes, úlcera gástrica, depressão, asma, infecções e verminoses, enxaqueca, queimaduras e inflamações, por exemplo, além dos anticoncepcionais. A única condição necessária é apresentar a receita médica ou odontológica. A unidade conta também com uma rede de profissionais farmacêuticos. No Aqui Tem Farmácia Popular, a cesta de remédios atendida para o programa é mais restrita: são 25 medicamentos, dos quais 14 são gratuitos.

Uma das alternativas estudadas é garantir que recursos sejam destinados para a dispensação dos remédios nas unidades básicas de saúde, de forma gratuita, apenas para pacientes que apresentam receitas preparadas por profissionais médicos ligados ao SUS. Isso também traria uma redução do atendimento. Outra proposta é ampliar a oferta de remédios dispensados no Aqui Tem Farmácia Popular, atualmente presente em 80% dos municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, o orçamento total do programa (rede própria e credenciadas) em 2016 foi de R$ 3 bilhões. Uma reunião estava prevista para ser realizada nesta quinta. No entanto, diante da falta de consenso, a discussão será retomada no próximo mês.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

JEQUIÉ: Hospital Geral Prado Valadares passa a disponibilizar 24 mamografias por dia

Prado disponibiliza mamografias. Foto: Blog Marcos Frahm
Prado disponibiliza mamografias. Foto: Blog Marcos Frahm

O Hospital Geral Prado Valadares (HGPV) vem disponibilizando 24 mamografias por dia para atender a população de Jequié e região. O exame é de fundamental importância e pode salvar vidas. O diagnóstico precoce do câncer mais frequente em mulheres, o de mama, permite tratamentos cada vez mais conservadores e eficientes. Além disso, realiza também ultrasson de mama. O Hospital informa que entre os 35 e 40 anos deverá ser feita a primeira mamografia que servirá de base para avaliar as condições da mama e possibilitar exames comparativos futuros. Dos 40 aos 50 anos, a frequência da mamografia deverá ser determinada pelo médico, de acordo com a inclusão da paciente no grupo de risco e/ou com as características da mama. Após os 50 anos, todas as mulheres devem se submeter ao exame de mamografia anualmente. A paciente que já tem a requisição para tal exame deve procurar a Secretaria de Saúde de Jequié ou uma unidade de saúde mais próxima de sua residência para o agendamento da mamografia.

Medicamento de alto custo é disponibilizado gratuitamente no Martagão Gesteira


Utilizado na prevenção de infecção respiratória grave, causada pelo vírus Sincicial, mais comuns em bebês com nascimento prematuro, o Hospital Martagão Gesteira passa a oferecer através do SUS, em parceria com o Governo do Estado, o Palivizumabe, medicamento de alto custo.

A infecção costuma tingir também, crianças com até 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica.

Para ter acesso gratuitamente à medicação, é necessário ter a solicitação do médico através de um formulário especifico, junto com documentos de identificação da criança e responsável, cartão do SUS e termo de responsabilidade.

O agendamento no Martagão Gesteira funciona às segundas-feiras, na farmácia da oncologia do Martagão, onde o farmacêutico responsável analisa a solicitação e os documentos da família e autoriza o agendamento. Já a administração do medicamento é feita às quintas-feiras, de 8h às 12h, no ambulatório do hospital. Serão beneficiadas com a medicação 10 crianças por semana.

*Sobre o Palivizumabe*

O palivizumabe (medicamento) é uma imuniglobulina que apresenta atividade neutralizante e inibitória contra o vírus VSR. A recomendação é que a primeira dose seja administrada antes do período sazonal do vírus (que é variável no Brasil, porém, no Nordeste, vai de março a julho), ou seja, em fevereiro.

O intervalo de administração de doses é de 30 em 30 dias durante o período sazonal. Já a quantidade de doses por criança varia de acordo com o mês que ela tomar a primeira dose. O fornecimento da medicação vai até o dia 30 de julho.

Recomendações 



Recomenda-se que a criança esteja estável sem doenças infecto-contagiosas para receber a medicação. Após cada administração, ela fica em observação por até 30 minutos para descartar riscos de alergia. As recomendações pós administração são as mesmas pós vacinação: observar surgimento de alergias, febre e reações locais.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Com dívida de R$ 32 milhões, hospital de Base de Itabuna decreta emergência


O Hospital de Base de Itabuna, no sul da Bahia, passa por uma grave crise financeira e declarou situação de emergência na segunda-feira (6). O decreto foi publicado no Diário Oficial do Município. O documento foi elaborado pela Fundação de Saúde de Itabuna. Hoje o hospital tem uma dívida de cerca de R$ 32 milhões. O prejuízo foi acumulado ao longo dos anos.

Em 2008, o débito anual foi R$ 191.636,05. Em 2016, o débito anual passou para R$ 4 milhões.Para enxugar a folha de pagamento, cerca de 200 funcionários foram demitidos do hospital em janeiro deste ano. A unidade reduziu a quantidade de funcionários de 750 funcionários para 550. O pronto socorro do hospital costuma ficar lotado, com média de 150 atendimentos por dia e cerca de 5 mil por mês.

A unidade atende 139 municípios. Com a crise, o medo da população é que falte atendimento. De acordo com o presidente interino do hospital, que assumiu a cargo há seis dias, José Orleans do Nascimento, o problema é que os fornecedores estavam há mais de 90 dias sem receber pagamento. Há pelo menos nove anos, as despesas do hospital são maiores que a receita.

No entanto, o presidente garante que essas ações não afetaram o atendimento e que as equipes estão completas. “Os serviços não foram suspensos. O hospital foi encontrado sem medicamento, mas com a medida de emergência, ninguém morreu por falta de atendimento e medicamento”, afirma.

INFOSAJ

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bahia já pode produzir e distribuir testes-rápidos de diagnóstico da dengue


A Bahiafarma é o primeiro laboratório público do país a poder produzir e comercializar testes-rápidos de diagnóstico da dengue, zika vírus e febre chikungunya, transmitidas pelo mosquito aedes aegypti. A licença para a produção e distribuição dos dispositivos que detectam a dengue - a única que faltava - foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e publicada no Diário Oficial da União da última segunda-feira (6). Embora ainda não tenha iniciado a produção do dispositivo, a Bahiafarma tem capacidade de produzir cerca de 500 mil testes-rápidos ao mês. Eles podem acabar com as dúvidas do cidadão em relação ao próprio quadro de saúde e, consequentemente, possibilitar tratamento imediato para quem tiver constatada a infecção pela doença. Somente em 2016, 65.831 casos prováveis de dengue foram notificados na Bahia, representando uma incidência de 433 casos a cada 100 mil habitantes

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Bahifarma obtém registro para produção de testes rápidos de dengue

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O laboratório público baiano Bahiafarma foi autorizado a produzir testes rápidos para dengue. O registro foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Diário Oficial da União desta última segunda-feira (6). Com a autorização, a Bahiafarma passa a ser o primeiro laboratório público brasileiro a poder fabricar dispositivos de diagnóstico rápido para a doença.

O laboratório agora é e um dos únicos do mundo a ter registros em instituições reconhecidas para produção de testes rápidos das três arboviroses mais comuns: dengue, zika e chikungunya. Os registros obtidos pela Bahiafarma são referentes a dois tipos de testes rápidos para diagnóstico da dengue: um que detecta anticorpos produzidos por organismos infectados, o Dengue IgG/IgM, e um que reage com o antígeno NS1, o Dengue NS1.

Desenvolvidos em parceria com o laboratório sul-coreano GenBody, ambos os dispositivos funcionam com uma pequena quantidade, tanto de sangue quanto de soro ou plasma sanguíneo, e fornecem os resultados em até 20 minutos. "O Brasil está há três décadas enfrentando surtos de Dengue sem que houvesse uma forma de diagnóstico rápida e economicamente viável para o poder público, que possibilitasse o acompanhamento correto dos pacientes", afirmou o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias.

"Em pouco mais de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, conseguimos não só eliminar esse gargalo, como também prover o País com testes rápidos para as outras viroses mais conhecidas, a zika e a febre chikungunya", completou.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Em dois anos, mais de 20 mil pessoas morreram por câncer na Bahia

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, na sexta-feira (3), um levantamento que aponta para o aumento de 31% de mortes por câncer no Brasil, nos últimos 15 anos. Segundo a organização, em 2015, a taxa chegou a 223,4 mil pessoas por ano. Na Bahia, segundo a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), foram 10.803 mortes em 2014 e no ano seguinte, em 2015, 10.749 óbitos por câncer, segundo dados preliminares.

No topo da lista, segundo os dados oferecidos pela Sesab, estão o câncer de próstata, seguido do de traqueia, brônquios e pulmões e em terceiro lugar aparece o câncer de mama. Segundo Renata Cangussu, oncologista do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB), “normalmente o câncer de próstata costuma ser menos letal do que o de mama por ser uma doença menos agressiva”. Contudo, o levantamento aponta uma diferença de aproximadamente 25% entre os dois sexos, com os homens sendo as maiores vítimas. O motivo pode ser a negligência na hora de procurar um médico. “Em geral, as mulheres fazem os exames com mais regularidade e os homens acabam procurando menos o médico”, diz.

Quando se trata do câncer de traqueia, brônquios e pulmões, o principal vilão continua sendo o tabagismo. Na Bahia, cerca de 2 mil pessoas morreram entre 2014 e 2015 vítimas dessa doença. “O carcinoma escamocelular é o tipo de câncer mais associado ao tabagismo. Pode-se dizer que o cigarro é o responsável em 80% dos casos”, afirma Cangussu. Entre os sintomas iniciais, geralmente, estão a tosse, a falta de ar e a perda de peso. Porém, tudo depende da localização, do tipo e do estágio do tumor, sendo necessário um médico para dar o diagnóstico correto.

Expansão 
Em 2015, 8,8 milhões de pessoas morreram por conta do câncer, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No início do século XXI, o total não passava de 6,9 milhões. O aumento de 22% no número de mortes é um dos maiores já registrados pela medicina moderna, de acordo com a organização.

A projeção indica que em 2030 o câncer terá atingido 21 milhões de pessoas em todo o mundo. US$ 1,1 trilhão é a soma do custo da doença, levando em consideração a produtividade perdida e os custos com seguros de saúde. Além disso, a cada seis mortes, uma é causada por câncer. “Trata-se do segundo maior motivo de mortes do mundo, depois de doenças cardiovasculares”, disse Etienne Krug, diretor da OMS.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

SUS passa a oferecer cirurgia bariátrica por videolaparoscopia

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, técnica menos invasiva em comparação à cirurgia aberta. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º). Na cirurgia aberta, o médico faz um corte de 10 a 20 cm no abdômen do paciente. Já na videolaparoscopia, são feitas de quatro a sete mini-incisões de 0,5 a 1,2 cm cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. A taxa de mortalidade média da cirurgia videolaparoscópica é menor do que a da cirurgia aberta, segundo informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. A recomendação da inclusão do procedimento tinha sido feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) em relatório de novembro de 2016. "A evidência atualmente disponível sobre eficácia e segurança do procedimento de gastroplastia com derivação intestinal em Y-de-Roux por laparoscopia para tratamento da obesidade grave e mórbida é baseada em revisões sistemáticas, estudos clínicos controlados e estudos observacionais", afirma o relatório. O documento também observa que o aumento da escala de compras dos materiais usados na cirurgia bariátrica laparoscópica deve fazer com que o preço desses equipamentos diminua no Brasil. 

G1

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Brasil registra 550 casos suspeitos de febre amarela


Desde o início de 2017 já foram registrados 550 casos suspeitos de febre amarela no Brasil, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26), pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Agência Brasil, dos 550 casos suspeitos que foram notificados até agora, 76 já foram confirmados, 23 descartados e os outros 455 ainda estão sendo investigados.

Até o momento, a Bahia tem sete casos suspeitos, Minas Gerais tem 502, Espírito Santos, 33, São Paulo, três e Mato Grosso do Sul e Goiás aparecem com um caso cada.

Governo vai distribuir mais 11,5 milhões de doses de vacina contra a febre amarela



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Diante do surto de febre amarela, o Ministério da Saúde decidiu reforçar a distribuição da vacina contra a doença em 11,5 milhões de doses. Este ano, 5,5 milhões de vacinas já foram repassadas aos estados. Em anos em que não houve surto, foram distribuídas entre 800 mil e 1 milhão de doses do imunizante em todo o país. Com 70 casos confirmados da doença, o número de infectados pela febre amarela no Brasil em 2017 já ultrapassou em menos de um mês os casos registrados na última grande ocorrência da doença no país, entre 2007 e 2008, quando 48 pessoas foram contaminadas pelo vírus. Em 2007, a doença se alastrou por nove estados, incluindo os da Região Sul. Este ano, até agora, o surto está concentrado em Minas Gerais, com casos registrados também na Bahia, São Paulo e Espírito Santo. A estratégia do governo federal é bloquear o avanço da doença vacinando a população das regiões vizinhas a Minas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Ministério da Saúde define limite mínimo de idade para venda de remédios

Farmácia Popular: Saúde define limite mínimo de idade para venda de remédios

O Ministério da Saúde definiu que o Programa Farmácia Popular terá limite mínimo de idade para compra de medicamentos. De acordo com as novas regras, o medicamento para colesterol alto só poderá ser vendido pelo programa para quem tem 35 anos ou mais. Já o remédio que trata de osteoporose só será vendido para maiores de 40 anos. Para comprar o medicamento que trata a Doença de Parkinson, o paciente precisa ter mais de 50 anos, e para hipertensão, pelo menos 20 anos. Os contraceptivos serão vendidos a pessoas entre 10 e 60 anos de idade. Segundo a pasta, as restrições no sistema foram implantadas para maior controle dos medicamentos, levando em conta os parâmetros definidos por protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde. Aos pacientes que estiverem fora da faixa etária estabelecida, a pasta orienta que, se precisar de um dos medicamentos, poderão requerer a inclusão do Cadastro da Pessoa Física (CPF) no sistema, pela Ouvidoria-Geral do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministério solicita às farmácias credenciadas que, em caso de alterações, façam a devida validação de dados na Receita Federal. As novas regras vieram depois da identificação de irregularidades recorrentes na indicação de medicamentos para pacientes com idade normalmente incompatível com a doença a ser tratada. O Ministério da Saúde afirmou que a mudança faz parte de um processo de aperfeiçoamento do programa.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Governador Rui Costa autoriza construção de mais duas policlínicas


A construção de mais duas policlínicas - uma na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que será implantada em Simões Filho, e outra na região de Alagoinhas - foi autorizada pelo governador Rui Costa nestas segunda (16) e terça-feira (17), respectivamente. Os novos equipamentos vão atender mais de 1,7 milhão de baianos de 33 municípios baianos. Atualmente, quatro policlínicas regionais de saúde estão em construção e com obras aceleradas em Jequié, Teixeira de Freitas, Irecê e Guanambi.

As policlínicas são resultado da formação de consórcios de saúde. “Estamos construindo um novo marco da saúde pública na Bahia, pensada, planejada e executada de forma coletiva, por cada região, garantindo qualidade de atendimento e rapidez a um custo mais baixo para os municípios”, afirmou Rui. Segundo ele, até o ano que vem, mais de cinco milhões de baianos já estarão sendo atendidos em policlínicas regionais.

A unidade em Simões Filho atenderá a 15 municípios da RMS, com exceção da capital, e será construída em um terreno na via marginal à BR-324. Já a policlínica em Alagoinhas abrangerá 18 municípios (cerca de 553,4 mil habitantes) e será erguida em um terreno atrás da Câmara de Vereadores.

Mais consórcios

Segundo o secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, o número de consórcios será ampliado ainda este mês. “Esta semana, vamos autorizar o de Feira de Santana, completando cinco consórcios firmados ainda neste mês de janeiro, e vamos dar a ordem de licitação para sete equipamentos, que o governador deverá lançar também este mês. Estamos esperando apenas que o município de Salvador nos entregue os documentos solicitados para que o banco permita a licitação”.

Cada policlínica custará cerca de R$ 20 milhões, entre obras e equipamentos, que serão assumidos integralmente pelo Governo do Estado. Já a manutenção será compartilhada entre o Estado, que financiará 40% dos custos, e os municípios consorciados, que vão cobrir os 60% restantes, proporcionalmente à sua população.

Repórter: Raul Rodrigues
Fotos: Carol Garcia/GOVBA

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Anvisa aprova registro de remédio à base de maconha pela 1ª vez


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou um medicamento à base de maconha para tratar espasticidade - rigidez excessiva dos músculos - em pacientes com esclerose múltipla. Trata-se do primeiro medicamento à base de Cannabis sativa aprovado no Brasil. Com o nome comercial Mevatyl, o medicamento contém tetraidrocanabinol (THC) em concentração de 27 mg/mL e canabidiol (CBD) em concentração de 25 mg/mL. A droga já é aprovada em outros 28 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Dinamarca, Suécia, Suíça e Israel, onde é conhecido por Sativex. O medicamento é indicado para pacientes adultos com espasticidade de grave a moderada relacionada à esclerose múltipla que não respondam a outros medicamentos e que demonstrem uma boa resposta ao Mevatyl após um período inicial de tratamento. A Anvisa alerta que o medicamento não é indicado para tratar epilepsia nem pode ser consumido por pessoas com menos de 18 anos. Até então, a Anvisa somente liberava a importação de medicamentos à base de Cannabis sativa comprados em outros países, mas não havia um produto dessa categoria com registro no país.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sesab recomenda vacinação contra febre amarela em 45 municípios baianos


A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) emitiu, através da Diretoria de Vigilância Epidemiológica, uma nota informativa sobre o risco de ocorrência de febre amarela no estado. Após seis casos de epizootia (transmissão agente patogênico entre animais hospedeiros) em macacos no município de Coribe, no Oeste da Bahia, por prevenção, a Sesab recomendou a imunização de 100% da população de 45 cidades baianas.Conforme a nota emitida, a recomendação é de imunização de 100% da população dos municípios de Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brejolândia, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Canápolis, Carinhanha, Casa Nova, Catolândia, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Ibotirama, Itaguaçu da Bahia, Iuiú, Jaborandi, Luiz Eduardo Magalhães, Malhada, Mansidão, Morpará, Muquém de São Francisco, Paratinga, Pilão Arcado, Remanso, Riachão das Neves, Santa Maria da Vitória, Santa Rita de Cássia, Santana, São Desidério, São Félix do Coribe, Sento Sé, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Sobradinho, Tabocas do Brejo Velho, Wanderley, Xique-Xique. Na nota também consta que todos os municípios da Bahia estão abastecidos com a vacina contra a febre amarela. Nas demais áreas do estado, não há indicação de cobertura completa de vacinação. Nos outros locais, serão priorizadas apenas crianças a partir de nove meses e pessoas que irão viajar para as áreas consideradas de risco. Não é recomendada a imunização de lactantes.

Correio24hs

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Febre Amarela: Brasil está sentado em 'bomba-relógio', diz especialista


O aumento de casos de febre amarela silvestre (transmitida em regiões rurais e de mata) em Minas Gerais pode ser um surto cíclico da doença, como o já observado em 2009. Mesmo assim, o país corre risco de ver um retorno dela às áreas urbanas, avaliam pesquisadores. Desde o início de janeiro, 23 casos suspeitos foram notificados no interior de Minas Gerais - 14 deles levaram à morte dos pacientes. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, 16 deles são considerados prováveis, após exames apontarem a presença do vírus, mas ainda estão sendo investigados. No interior de São Paulo, uma morte foi confirmada como causada pela febre amarela silvestre em dezembro, a primeira desde 2009. "Já esperávamos um surto maior da febre amarela silvestre, mas devemos nos preocupar, sim. Estamos sentados em uma bomba-relógio", disse à BBC Brasil o epidemiologista Eduardo Massad, da USP.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Uso de preservativo é fundamental na prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis

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Nunca é demais dizer que a melhor forma de prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) é o sexo seguro, e para isso o uso de preservativo é fundamental. DST é o termo usado para definir as doenças que têm como preferência a transmissão pelo contato íntimo. O ginecologista e obstetra Dr. Airton Ribeiro Filho, que é também vice-presidente da Sociedade Baiana de Patologia Cervical Uterina e Colposcopia (SBPCUC), salienta que não necessariamente é preciso penetração para adquirir uma DST. “O contágio pode ser através do beijo ou sexo oral, por exemplo”, diz. Portanto, o sexo com segurança, sem risco de contaminação, deve ser garantido também através da prática apenas com parceiro (a) comprovadamente sadio (a). 
Os microorganismos envolvidos nas Doenças Sexualmente Transmissíveis estão especialmente adaptados ao crescimento no trato genital e estão presentes nos fluidos corporais e no sangue. Vírus, fungos, protozoários e bactérias são os principais agentes causadores destes tipos de moléstias. As DSTs devem ser tratadas de forma rápida e correta, pois o desenvolvimento delas no corpo humano pode acarretar sérios problemas de saúde, como infertilidade, doenças neonatais, câncer ânus-genital, comprometimento do aparelho reprodutor e até mesmo a morte.
O médico tem fator preponderante na prevenção das DSTs, diagnosticando adequadamente, atenuando os sintomas, evitando que a doença se transmita de pessoa a pessoa e, por fim, auxiliando no tratamento. Na condução do tratamento de uma DST é importante o controle de cura, isto é, a reavaliação clínica e laboratorial após o término do tratamento. Algumas doenças podem persistir apesar da sensação de melhora relatada pelo paciente. Este é também um dos riscos da auto-medicação pois o controle de cura adequado deve ser feito por um médico com vivência nesta área, como um ginecologista, urologista ou infectologista.
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Principais DSTs, sintomas e tratamento:
Herpes genital – A manifestação clínica da herpes genital geralmente são pequenas vesículas, que se transformam em úlceras e depois cicatrizam. “É uma doença recorrente, ou seja, pode acontecer mais de uma vez, e ocorre geralmente em momentos de baixa imunidade do indivíduo”, explica Dr. Airton Ribeiro Filho. Existem dois tipos de herpes genital: a tipo 1, que se dá geralmente nos lábios e a tipo 2, que ocorre comumente na região genital. O tratamento consiste em sedar a dor e no uso de antivirais, sejam sistêmicos e/ou locais.
Condiloma – Causada pelo vírus HPV, que pode causar verrugas ânus-genitais, lesões na vagina e no colo do útero, podendo levar ao câncer do colo. Sabe-se que cerca de 80% da população sexualmente ativa já teve contato com o vírus HPV, contudo, 7% dessa população irá desenvolver a doença HPV. O tratamento varia de acordo com a apresentação da doença, podendo ser desde a aplicação de medicamentos locais à retirada cirúrgica. “A prevenção em relação ao HPV é importantíssima, com a realização do preventivo ginecológico, justamente porque esse vírus está diretamente ligado ao câncer de colo do útero, vulva e vagina”, alerta Dr. Airton Ribeiro Filho.
Sífilis – Doença que continua muito frequente no nosso meio, a sífilis é uma das causas de úlceras genitais (cancro duro). É uma doença que, após a contaminação do genital na sua fase primária, pode evoluir para uma fase secundária (sífilis sistêmica) e por último a fase terciária, que é o estágio latente da doença, podendo causar lesões cardíacas, vasculares, neurológicas, oftálmicas e auditivas. A sífilis pode ser transmitida de mãe para filho, durante a gravidez, causando a sífilis congênita. O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais e o tratamento com antibióticos.
AIDS – De impacto social muito grande, a AIDS é transmitida pelo vírus HIV. Não existe tratamento para o vírus, contudo existem medicamentos que podem barrar a evolução da doença.
Tricomonas – É uma patologia frequente, causadora de fluxos genitais e provocada por um protozoário. Seu diagnóstico é feito através de pesquisa direta do fluxo genital e o tratamento com antibióticos. 
Bactérias – Algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis frequentes, e às vezes silenciosas, podem ser causadas por bactérias, e a mulher muitas vezes funciona como portador assintomático. Entre as bactérias estão a Chlamydia, Micloplasma, Ureaplasma e Monococos. Essas bactérias podem ascender no trato genital, causando doença inflamatória pélvica (DIP) e, às vezes, infertilidade. O diagnóstico é feito através de pesquisa direta, seja por cultura, PCR ou captura híbrida e o tratamento é feito com antibióticos, lembrando sempre de tratar o (s) parceiro (s).   
Outras DSTs -  Entre outras DSTs frequentes estão também a infecção pelo HTLV, doença silenciosa e endêmica na nossa região; o Molusco Contagioso, que é uma doença viral; a Pediculose Púbica (vulgo chato); a Escabiose (sarna) e as doenças bacterianas Cancro Mole, Granuloma Inguinal e Linfogranuloma Venéreo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Bahia recebe R$ 11 mi para ações de vigilância e custeio de agentes de endemias

Bahia recebe R$ 11 mi para ações de vigilância e custeio de agentes de endemias

O Ministério da Saúde repassou, em dezembro de 2016, R$ 11 milhões para o estado da Bahia para a realização de ações de vigilância em saúde. O recurso é destinado para a realização de ações de vigilância, promoção, prevenção, controle de doenças e agravos à saúde, custeio dos agentes de combate a endemias. No total foram repassados R$ 175,8 milhões para Estados e municípios, sendo R$ 74,8 milhões para o Piso Fixo de Vigilância em Saúde (PFVS), R$ 47,9 milhões para a Assistência Financeira Complementar da União (AFC) e R$ 2,5 milhões de Incentivo Financeiro (IF). A Bahia recebeu R$ 272.005,50 de IF, R$ 5.168.104,50 de AFC e R$ 5.608.531,06 de PFVS.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Ministério da Saúde inicia vacinação contra HPV para meninos a partir deste mês

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A partir de janeiro,  a vacina contra o HPV começará a ser oferecida a meninos de 12 a 13 anos, como parte do Calendário Nacional de Vacinação. Segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que a faixa etária será ampliada gradativamente até 2020, incluindo meninos de 9 a 13 anos. A expectativa é de imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/Aids no Brasil.

Serão gastos R$ 288,4 milhões para adquirir 6 milhões de doses. O Brasil é o primeiro país da América Latina e o sétimo do mundo a oferecer a vacina contra papiloma vírus humano para meninos em programas nacionais de imunização. Já fazem a imunização para o sexo masculino os Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá. O esquema vacinal será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Para os soropositivos, serão três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Nesses casos, é necessário apresentar prescrição médica. Há mais de 150 tipos de HPV, sendo que cerca de 40 podem infectar o trato ano-genital.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Fábio Vilas-Boas afirma que Bahia terá 'recorde histórico' de investimento em saúde


O governo do estado investirá em 2017 R$ 6,7 bilhões na saúde, de acordo com o Projeto de Lei Orçamentária Anual. O valor equivale a 15,3% do total de recursos destinados à área social. "Este é um recorde histórico e deve ser comemorado, pois estamos ampliando a infraestrutura hospitalar e fortalecendo a regionalização do sistema saúde", ressaltou o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas Boas. "Este é um cenário bem diferente de diversos estados do Brasil, onde o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução de repasses federais têm provocado o fechamento de serviços e unidades de saúde". Segundo o secretário, em 2017 o governo do estado investirá R$ 600 milhões na construção, ampliação e reforma de unidades de saúde em diversas cidades, a exemplo de Candeias, Camaçari, Alagoinhas, Dias D'Ávila, Itaparica, Lauro de Freitas, Madre de Deus, Mata de São João, Salvador, Pojuca, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Vera Cruz, Santo Antônio de Jesus, Valença e Feira de Santana. Há ainda quatro policlínicas regionais de saúde estão em construção e com obras aceleradas, em Jequié, Teixeira de Freitas, Irecê e Guanambi, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2017. Ainda de acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), a meta é construir 28 policlínicas até o final de 2018. Cada policlínica custará cerca de R$ 20 milhões entre obras e equipamentos, que serão assumidos integralmente pelo governo estadual. Já a manutenção mensal será compartilhada entre o Estado, que financiará 40% dos custos, e os municípios consorciados, que vão cobrir os 60% restantes proporcionalmente à sua população.